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Golpe Do consórcio
Saiba mais sobre o patrimônio cultural e o tombamento!
Estação ferroviária de Santana de Barra
"Estação ferroviária de “Santana de Barra”, situada no Município de Barra do Piraí, Estado do Rio de Janeiro, inaugurada por D. Pedro II no ano de 1864. Patrimônio histórico-cultural em estado de total abandono."
veja aqui um modelo de denuncia de abandono de Patrimônio histórico-cultural

Homenagem a terra
A beleza do planeta terra

BRASÍLIA SITIADA



              Segundo a Constituição, o brasiliense vive em verdadeiro Estado de Sítio. É verdade que isso não foi decretado expressamente porque essa decretação oficial é da competência do Presidente da República. Mas os seus insuportáveis efeitos o brasiliense já está vivendo desde que o atual governador tomou posse.
 O brasiliense sofre exigências, regramentos e limitações impostos aos cidadãos dos países mais desenvolvidos do mundo, e recebe do Estado desserviços, incompetência, e omissões típicas dos países mais atrasados do mundo.
 

As restrições impostas à liberdade do brasiliense estão asseguradas em leis, decretos e resoluções destinadas a “pegarem” apenas em Brasília. Eis algumas:
              a) bares e restaurantes têm horário para abrir e fechar, porque um Decreto do Distrito Federal deu autonomia aos Policiais Militares para agirem com o livre arbítrio de fecharem qualquer estabelecimento quando quiserem. Se isso não acontecer, os estabelecimentos terão que fechar compulsoriamente uma hora da manhã. Assim, se algum turista de outro Estado pensou em aproveitar a noite brasiliense, que por sinal exibe um dos maiores plantéis de bares, restaurantes e quiosques do Brasil, pode esquecer! Brasília jamais será “a cidade das luzes”!
              b) nenhuma outra unidade da federação possui tantos “pardais”, “radares”, “bafômetros” e blitzes, tudo voltado para “engessar” o brasiliense numa “comoção grave de repercussão nacional” que coloca o brasiliense como o motorista mais irresponsável, bêbado e assassino do mundo. Tudo isso com o único objetivo de justificar os lucros milionários da indústria das multas de trânsito. Não há um só dia que o brasiliense não seja alçado à condição de bandido do trânsito. Ninguém se pergunta por que, mesmo a política de trânsito estando a cargo do Governo, os representantes do Governo vêm a público lamentar que o Distrito Federal ultrapassou a marca de um milhão de automóveis nas ruas, quando deveria, em vez disso, investir no transporte coletivo.
O Poder Público libera o financiamento de veículos para pagamento em módicas e infinitas prestações (mais de 100 meses) e com alienação fiduciária (sem necessidade de fiador e vínculo empregatício). Certamente, com um transporte público da pior qualidade (mesmo havendo ônibus novos, são insuficientes para a quantidade de usuários e para as linhas necessárias), qualquer pessoa maior de idade, independentemente da renda e do nível social, pode se dirigir a uma revendedora de automóveis e sair bem montado. Ou melhor explicando: para não interferir no sistema de crédito (bancos e financeiras), nem investir no transporte público (trens, metrôs, ônibus e vans, etc.) o Governo permite o caos e coloca a culpa no condutor. Não se dá ao trabalho de desobstruir as vias públicas (realiza reformas intermináveis que ninguém sabe a quem interessa), não providencia estacionamentos para facilitar a vida dos cidadãos, e nem faz fiscalização efetivamente itinerante para flagrar quem faz barberagem no trânsito. Em compensação, são organizadas blitz em forma de armadilha, sem falar da verdadeira armadilha dos pardais móveis, e sem esquecer a milionária indústria das multas. Para manter esse estado de caos-útil é necessário colocar a culpa em alguém: o cidadão!
 

              Para compensar a fragilidade do Estado no que tange ao investimento no social, é o cidadão de Brasília o que paga mais impostos do Brasil inteiro, e mais do que a maioria dos países ricos. A carga tributária que pesa sobre o brasiliense é comparável à carga tributária da Noruega. Sendo que lá os contribuintes pagam o imposto e conferem o resultado nas escolas, com  educação de boa qualidade para seus filhos, na área de saúde (não precisam se sujeitar aos abusos dos planos de saúde sob pena de morrerem à míngua por descaso do Poder Público), na segurança pública que se preocupa em servir à sociedade, no saneamento, e no transporte público, na cultura. Enfim, o Estado mostra porque arrecada impostos.
              O Brasil é um país pródigo em leis e normas criminalizantes. Nenhum outro país no mundo tem tantas leis criminalizantes e todo dia se cria mais alguma sobre um tema que a mídia resolva destacar. O problema aqui é que as leis somente serão aplicadas dependendo das circunstâncias. Civis pobres e negros são presos sem motivos, e mortos muitas vezes sem que nenhum crime tenham cometido, e os assassinos, se integrantes do Poder Público, não são punidos. Os crimes de abuso de autoridade, de prevaricação e de corrupção não são punidos.
              Leniente, o Poder Público não proíbe definitivamente a venda de bebida alcoólica no território nacional, e a mídia se ocupa diariamente da prisão de cidadãos que consumiram álcool. O Poder Público que exige o comportamento exemplar do cidadão, não cumpre, porem, as exigências da lei de execuções penais no que tange aos requisitos de lotação de cela, de direitos humanos do preso, e de condições sanitárias, justamente porque a lei só deve ser respeitada por alguns.
Enquanto todo o dilema se concentra no consumidor de álcool, o Poder Público SE OMITE E NADA FAZ a respeito de:
 

1.FALTA DE MACONHÔMETRO, COCAÍNÔMETRO, E CRACÔMETRO:


              a)Relatório atualizado da ONU afirma que o Brasil é o maior consumidor de anfetamina da América do Sul;  
              b)Segundo maior consumidor de cocaína do mundo;
              c)Maior consumidor de maconha da América latina.


Isso para falar apenas de consumo de drogas que, certamente, devem influenciar também no comportamento das pessoas não só no trânsito.


2.FALTA DE CORRUPTÔMETRO:


A Revista Época que circulou em 17/03/2008 apontou para pesquisas que revelam que a maior vergonha dos brasileiros, maior que a violência e a pobreza, é a corrupção. Ela é a responsável por perpetuar a miséria, a criminalidade, e a falta de solução dos problemas mais elementares do povo. Entre os anos de 2003 e 2006 foram realizadas 293 operações pela Polícia Federal. Dessas, 216 se referiam a casos de corrupção, com envolvimento de agentes e órgãos públicos, representando um movimento de mais de R$ 50 bilhões e fizeram o país perder, em desvio de dinheiro e sonegação fiscal, mais de R$ 18 bilhões. E aqui é importante chamar a atenção do cidadão que vai preso, algemado, é multado e processado criminalmente porque bebe uma garrafa de cerveja: pasme! Nesse período de três anos de investigação, de 3.712 pessoas detidas pela Polícia Federal, apenas 432 foram condenadas. E destas, apenas 265 ficaram presas, sendo que 143 operações realizadas pela PF não resultou em prisão ou condenação de ninguém! Sinceramente!!! CADÊ O CORRUPTÔMETRO?????
 

3.FALTA DE EFICIENCIÔMETRO


A total ineficiência dos Poderes Públicos se reflete na falta de aplicaçãode recursos públicos onde deveria, por exemplo:
              3.1 EDUCAÇÃO – O indicador da qualidade de educação não deixa dúvidas: a média nacional, de 3,5 está distante do pior resultado entre os países ricos e industrializados, que é de 5,5.
              3.2 SAÚDE – O Brasil aplica em saúde hoje o percentual de 3,5% do PIB, ficando atrás de Argentina e África do Sul. O resultado é que os hospitais públicos se transformaram em verdadeiros purgatórios, onde os doentes purgam seus pecados enquanto aguardam ser escolhidos para morrer. Melhor para os planos de saúde particulares que fazem o que querem com os consumidores.
              3.3 ASEGURANÇA PÚBLICA é uma piada. Como o Poder Público desistiu de investir em sistema de segurança sério, concede aos agentes policiais todos os poderes para agirem com a truculência e a força necessária para investirem contra os bolsões de pobreza e matar quem quiser. Com o excesso de criminalizações, qualquer cidadão hoje pode ser preso sem fazer absolutamente nada pois a polícia sempre vai encontrar um tipo penal apropriado para justificar sua conduta. Moradores de morros e de favelas já podiam ser executados sumariamente pois já eram tratados como bandidos pela imprensa. Agora a classe média também perdeu o privilégio do respeito policial: a polícia invade a casa do cidadão por estar com o som alto, por beber, por possuir arma, e aqueles que não fizerem nada disso não precisam se preocupar que certamente estarão sendo escutados clandestinamente ou com autorização judicial.
 

4.4 CONDOMÍNIOS. 


Com o beneplácito do Ministério Público o Governo do Distrito Federal pretende fazer caridade como dinheiro público, prometendo alienar imóveis de propriedade pública sem licitação. Empresa imobiliária constituída com dinheiro público faz grilagem de terras, invade a propriedade privada e aliena o bem que já tem dono.
Por fim, como não existe maconhômetro, cocaínômetro, corruptômetro e nem eficienciômetro, Brasília se transforma cada vez mais numa cidade-dormitório, onde a liberdade do cidadão é medida pelo humor dos doentes e dos corruptos. O brasiliense só tem direito de trabalhar e pagar imposto. Quem quiser se divertir que procure as cidades onde essas leis absurdas não pegam.
 



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